ir para o conteúdo | ir para o menu | sobre os links "ir para"

InfoWester


www.infowester.com
Pesquisa InfoWester: clique aqui para responder e ajude o site a melhorar!

Assine nosso feed RSS!

Siga o InfoWester no Twitter!

InfoWester no orkut - Participe!

InfoWester no Facebook - Participe!


Notícias Recentes

Últimas do Blog

Tutoriais

Entendendo a nomenclatura PR (Performance Reference)

Introdução

Após o lançamento da linha de processadores Athlon XP, a AMD passou a não mais identificar os seus processadores indicando o clock interno como parâmetro de velocidade, mas sim o PR, sigla de Performance Reference. Essa nova característica gera algumas confusões até hoje, mesmo entre aqueles que trabalham na área. Este artigo mostrará o que exatamente é o PR.

O que é PR

Conforme já citado, após o lançamento da família de processadores Athlon XP, a AMD passou a usar a nomenclatura PR (Performance Reference) para distinguir seus chips. A Intel, empresa líder no segmento de processadores, geralmente usa na identificação de seus chips a velocidade do clock interno para indicar o quão rápido é o processador. Assim, quando se fala de um Pentium 4 de 2.8 GHz (2800 MHz), esse último valor - 2.8 GHz - é usado para indicar a velocidade.

A AMD também adotava o mesmo padrão para seus chips. No entanto, depois do lançamento da linha Athlon XP, a empresa passou a adotar nomes como Athlon XP 2800+. No entanto, o número 2800 não quer dizer que o processador trabalha a 2800 MHz, como acontece com os chips da Intel. Note agora, que o 2800 é acompanhado do sinal +. Pois bem, essa é a nomenclatura PR. O 2800+ quer dizer que o processador em questão tem o mesmo desempenho de um processador concorrente da Intel - neste caso, o Pentium 4 de 2.8 GHz (2800 MHz). Detalhando: o Athlon XP 2800+ tem clock interno de 2250 MHz, mas a AMD não usa o nome Athlon XP 2250 MHz, mas o denomina como Athlon XP 2800+ para indicar que o processador tem desempenho equivalente a um Pentium 4 de 2800 MHz.

Processador Sempron, da AMDEssa suposta "jogada de marketing" não é novidade. Assim que a Intel lançou o processador Pentium, a AMD e a Cyrix (que foi comprada pela Via e hoje tem uma parcela quase insignificante de participação no mercado de processadores) tentaram manter seus processadores 486 por mais tempo no mercado. Para isso, acrescentaram recursos nesses processadores e os lançaram com o nome de 586, como se estes fossem equivalentes ao Pentium. No entanto, este último era superior. Apesar disso, os processadores atuais da AMD realmente tem desempenho equivalente (em alguns casos, até superior) aos modelos concorrentes da Intel.

A nomenclatura PR, pelo menos em um primeiro momento, realmente causa confusão. No entanto, usar o valor do clock interno para indicar a velocidade do processador é algo muito abstrato, já que o que determina o desempenho dos processadores é um conjunto de características, entre os quais, memória cache, encapsulamento e o co-processador matemático.

Para servir de exemplo, a tabela abaixo mostra quatro processadores da linha Sempron da AMD, com suas principais características. Repare que os valores de clock interno são diferentes dos valores apontados nos nomes. Além disso, note que os últimos dois processadores - Sempron 2800+ e Sempron 3000+ - possuem clock interno e externo iguais. Um dos fatores que os diferenciam é a quantidade de cache. De cache L2, o Sempron 3000+ tem 512 KB, enquanto que o Sempron 2800+ tem 256 KB:

Processador
Clock interno
Clock externo
Sempron 2200+ 1,5 GHz 333 MHz
Sempron 2500+ 1,58 GHz 333 MHz
Sempron 2800+ 2 GHz 333 MHz
Sempron 3000+ 2 GHz 333 MHz

Nomenclaturas

Abaixo segue a descrição de clock interno, clock externo e cache para facilitar a compreensão das características que formam o processador. Para mais detalhes, clique aqui.

Clock interno: o clock é uma forma de indicar o número de instruções que podem ser executadas a cada segundo. Sua medição é feita em Hz. O clock interno indica a freqüência na qual o processador trabalha. Portanto, se ele trabalha a 800 MHz, sua capacidade é de 800 milhões de operações de ciclo por segundo. O clock interno geralmente é obtido através de um multiplicador do clock externo. Por exemplo, se o clock externo for de 66 MHz, o multiplicador terá de ser de 3x para fazer com o que processador funcione a 200 MHz (66 x 3).

Clock externo: também conhecido como FSB (Front Side Bus), o clock externo, por sua vez, é o que indica a freqüência de trabalho do barramento (conhecido como barramento externo) de comunicação com a placa-mãe (na verdade, chipset, memória, etc). Por exemplo, o processador Sempron 3000+ trabalha com clock externo de 333 MHz. Nos processadores da linha Athlon 64, a AMD passou a adotar a tecnologia HyperTransport que, basicamente, usa dois barramentos para comunicação externa: um para acesso à memória e outro para acesso ao chipset. Até então, os processadores usavam apenas o barramento externo para os dois tipos de acesso. Com o HyperTransport, a AMD passou a indicar a velocidade de trabalho deste ao invés do clock externo.

Cache L1 (Leve 1 - Nível 1 ou cache interno): a memória cache consiste numa pequena quantidade de memória incluída no processador. Quando este precisa ler dados na memória RAM, um circuito especial, chamado Controlador de Cache, transfere os dados mais requisitados da RAM para a memória cache. Assim, no próximo acesso do processador, este consultará a memória cache, que é bem mais rápida, permitindo o processamento de dados de maneira mais eficiente. Quando fala-se "cache L1" referencia-se a memória cache que vem dentro do processador.

.: Livros sugeridos :.
:: Arquitetura de computadores
:: Hardware na prática
:: Hardware: o guia definitivo
Via Shopping UOL

Cache L2 (Level 2 - Nível 2 ou cache externo): o cache L1 não se mostrava suficiente. Uma solução foi a implantação de uma memória cache fora do processador: o cache L2 que, para ser usado, necessita de um controlador, que geralmente é embutido no chipset da placa-mãe. Os tamanhos mais comuns desse tipo de cache são 256 KB e 512 KB, mas é perfeitamente possível a existência de caches maiores. Atualmente, os processadores trazem o cache L2 embutido dentro de si, fazendo com que as terminologias "interno" e "externo" percam o sentido.

Conclusão

A nomenclatura PR mostra-se um tanto quanto confusa, pois em um primeiro momento leva a crer que os chips da AMD trabalham na mesma freqüência que os processadores concorrentes da Intel. No entanto, é possível notar com essa nomenclatura, que o que determina o desempenho de um processador é um conjunto de fatores. Como o PR é usado em outras linhas de chips da AMD, como Sempron e Athlon 64, é recomendável checar todas as características do processador antes de comprá-lo. Inclusive, há sites que facilitam esse trabalho, criando tabelas comparativas de processadores.




Escrito por Giancarlo M. Braga (U.a.G_OzzY). Co-autoria por Emerson Alecrim. Publicado em 27/04/2005.

Voltar Página inicial
Versão para imprimir Indicar por e-mail
Adicionar ao Delicious



SOBRE: o InfoWester oferece aos seus usuários artigos explicativos sobre tecnologias relacionadas à computação, assim como tutoriais, dicas, colunas de opinião e notícias referentes ao assunto. Para conhecer mais detalhes do site, clique aqui.

Várias marcas registradas aparecem nas páginas deste site. O InfoWester declara estar utilizando tais nomes apenas para fins informativos, em benefício exclusivo do detentor da marca, sem intenção de infringir as regras e leis de sua utilização.

Artigos disponíveis sob uma Licença Creative Commons | Política de privacidade | Condições de uso do site

- Sobre a aplicação das novas regras ortográficas da língua portuguesa neste site -

Layout por Erika Sarti | Links para notícias e textos do blog por FeedBurner

InfoWester 2010 | Propagando conhecimento | Responsável: Emerson Alecrim | No ar desde 2001